sexta-feira, 23 de maio de 2014

PERÍCIAS EM REGISTROS DE ÁUDIO E IMAGENS


Em um dos últimos posts da Série “Ciência Contra o Crime”, vamos mostrar como são realizadas as Perícias em Registros de Áudio e Imagens.
A popularização de câmeras digitais e gravadores de áudio, bem como de programas que permitem alterar a informação audiovisual, faz com que, cada vez mais, vestígios importantes relacionados a um crime sejam encontrados em registros audiovisuais.
Muitas provas de crimes são encontradas em registros de áudio ou imagens, obtidos por sistemas de vigilância com Circuito Fechado de Televisão e os produzidos por equipes de investigação.
A análise forense de imagens e a fonética forense tornam-se áreas de perícias importantes para o esclarecimento da verdade. Dentre os exames relacionados com vestígios audiovisuais, destacam-se: busca de vestígios de manipulação de imagem e de áudio; comparação de locutor para determinar a compatibilidade entre as falas da gravação e fala real do suspeito; reconhecimento facial, para comparar a imagem de uma pessoa com imagens de referência de um suspeito; verificação de fonte para determinar qual aparelho produziu o registro, e, por último, reprodução simulada assistida por computador, utilizada para construir cenários virtuais com técnicas de computação para testar hipóteses.
Acompanhe o fim da Série “Ciência Contra o Crime” amanhã, que acontecerá com a publicação de duas perícias.

fonte:Departamento de Polícia Federal 

PERÍCIAS DE VEÍCULOS


No último dia da Série “Ciência Contra o Crime” no Facebook Oficial da PF vamos mostrar, nesse primeiro post, como são feitas as Perícias de Veículos.
Esse tipo de análise é realizado em automóveis, motocicletas, bicicletas, utilitários, caminhões, tratores, aeronaves e embarcações, providos ou não de motores. Nela, o perito busca possíveis adulterações ou supressões das características originais do veículo ou mesmo de algum dos seus elementos identificadores.
Outra finalidade da Perícia de Veículos é a busca por compartimentos intencionalmente preparados para o transporte de drogas ou mercadorias.
Normalmente, este exame está relacionado com os crimes de tráfico de drogas, contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro (avaliação do bem) e adulteração de sinal identificador de veículos automotores.
Eles são realizados através de observação direta, tomada de imagens (fotos e vídeos), desmontagem de peças, leitura de módulos eletrônicos com a utilização de scanners e, em alguns casos, são necessários exames com o emprego de substâncias químicas visando à revelação de caracteres identificadores que foram suprimidos ou adulterados.
Continue acompanhando a nossa Série “Ciência Contra o Crime” e saiba mais sobre todo tipo de perícia executada pela Polícia Federal.

fonte: 
Departamento de Polícia Federal

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Grooming é uma nova forma de assédio e abuso em relação a crianças e jovens

Grooming é uma nova forma de assédio e abuso em relação a crianças e jovens pessoas que é ter sido popular com o surgimento das redes sociais, lá os criminosos estão passando por pessoas da mesma idade, para alcançar sua missão, ter uma relação sexual virtual ou encontros sexuais que são filmados e fotografados. Como evitá-lo. http://bit.ly/L9tfO7 

fonte:Policía Nacional de los Colombianos

terça-feira, 20 de maio de 2014

PERÍCIA DOCUMENTOSCÓPICA


Em mais um post da Série “Ciência Contra o Crime”, vamos falar sobre mais uma modalidade de perícia de grande importância para a investigação: a Perícia Documentoscópica.
Esse tipo de perícia examina documentos com o objetivo de verificar sua autenticidade ou determinar sua autoria, incluindo também o estudo e a interpretação das alterações ou manipulações fraudulentas que eles possam ter sofrido.
Os vestígios examinados nessa área incluem documentos de segurança (passaportes, identidades, selos de segurança, documentos oficiais), documentos assinados (para averiguação de autenticidade da assinatura e do equipamento que o imprimiu) e papel-moeda.
Para realizar esses exames, são usados equipamentos que fazem grandes ampliações e análises precisas de detalhes não-visualizados sem esses recursos tecnológicos. Na grafoscopia, por exemplo, é possível identificar se uma assinatura ou o valor de um cheque foram falsificados, adulterados, ou mesmo se assinaturas de nomes diferentes foram feitas por uma mesma pessoa. Em todo o Brasil, há 448 peritos da Polícia Federal atuando nesta área.
Um exemplo de caso resolvido com ajuda da perícia documentoscópica foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de negar habeas corpus ao governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, em 2010. O resultado teve por base vários laudos periciais que comprovaram que os quatro recibos apresentados em defesa do governador, que supostamente teriam sido impressos entre 2004 e 2007, destinados à compra de panetones, foram, na verdade, impressos em outubro de 2009.
Acompanhe diariamente a nossa Série “Ciência Contra o Crime” e saiba quais os tipos de perícias realizadas pela Polícia Federal.


fonte: Departamento de Polícia Federal 

PERÍCIAS DE GEOFÍSICA FORENSE E DE MEIO AMBIENTE


Dando continuidade à Série “Ciência Contra o Crime""

, vamos falar hoje sobre dois tipos de perícia: a Geofísica Forense e as Perícias de Meio Ambiente.

A Geofísica Forense é a ciência que avalia as propriedades físicas tanto em superfícies quanto abaixo do nível do solo, com a vantagem de preservar os possíveis vestígios no local do crime.
Os dados geofísicos processados podem indicar a ocorrência de vazamentos de produtos químicos ou radioativos, auxiliar na localização de rompimentos de tubulações enterradas e possibilitar a detecção de fraudes em obras. Podem ainda ser utilizados na busca de corpos e ossadas enterrados, objetos metálicos, sítios arqueológicos, entre outros.
A Polícia Federal possui alguns equipamentos geofísicos, tais como, sistemas de radares de solo (GPR - Ground Penetrating Radar), detectores de metais, detectores de radiação, entre outros.
Recentemente, o GPR foi empregado para avaliar possíveis fraudes na estrutura construtiva de pilares de pontes submersos, espessura de pavimentos em obras de aeroportos, reduzindo o tempo e o custo, aumentando a eficiência deste tipo de perícia.
Já os crimes contra a natureza são investigados principalmente por meio da Perícia de Crimes Ambientais e, para isso, a Polícia Federal apoia-se no trabalho de peritos criminais especializados na área ambiental, que devem possuir prática laboratorial e de campo, bem como conhecimento da composição e ecologia dos diversos ecossistemas brasileiros.
Tecnologias de última geração são aplicadas nas perícias de crimes ambientais, tanto nos laboratórios de vestígios ambientais, como em Sistemas de Informação Geográfica (SIG), que possibilitam, por exemplo, a identificação e mensuração de áreas desmatadas ou mineradas ilegalmente.
Os laudos da perícia criminal contribuem na elucidação dos crimes de desmatamento, danos à fauna, poluição, mineração ilegal, fraudes em licenciamento ambiental, comércio de fósseis e degradação de áreas ambientalmente protegidas.
Acompanhe diariamente a Série “Ciência Contra o Crime” e saiba mais sobre as perícias realizadas pela Polícia Federal.


fonte:
Departamento de Polícia Federal 

terça-feira, 6 de maio de 2014

COMO É O TRABALHO DO PERITO EM UMA CENA DE LOCAL DE CRIME? PERÍCIAS EM LOCAIS DE CRIME


Um dos tipos de perícia mais conhecidos pela população e essencial para a solução de crimes é o exame do local, a chamada ‘Perícia em Local de Crime’. Esse tipo de análise tem o objetivo de encontrar os vestígios que possam correlacionar os três elementos (suspeito, vítima e local) presentes em uma cena e transformá-los em provas.
Quando a ocorrência deixa vestígios, é indispensável o exame de corpo de delito, conforme previsto no Código de Processo Penal.
As perícias realizadas em locais de crime são tão variadas e complexas, que exigem do perito criminal federal a aplicação de conhecimentos de diversas áreas e de técnicas específicas de análise e interpretação de vestígios. Para auxiliar a capacidade de análise dos peritos, são utilizadas ferramentas como luzes forenses especiais, scanner 3D, câmeras fotográficas, GPS, coletores de vestígios biológicos (sangue, saliva, esperma, impressões digitais) e os marcadores numerados de vestígios.
Além disso, durante o transcorrer do exame, os requisitos podem mudar à medida que novos elementos são reconhecidos e o perito pode ter que se adaptar ao novo cenário para alcançar a verdade dos fatos.
A peça-chave para a formulação de um juízo a respeito do crime é a prova material. É com base na identificação, análise e interpretação técnico-científica de todo o conjunto de vestígios presentes no local de crime, que se constrói a prova material, base sólida para solução de um crime.


https://www.facebook.com/ccriminais

quarta-feira, 19 de março de 2014

DEPOIMENTO DE UM DELEGADO DE POLÍCIA QUE PARTICIPOU DA TROCA DE TIROS EM ITAMONTE/MG - IMPRESSIONANTE!


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Na sexta-feira, por volta das 18h30, fomos convocados (todos os policiais civis da DRPC de São Lourenço) a comparecer na DP imediatamente.
Ato contínuo, o Dr. João, chefe do 17 Departamento de Pouso Alegre indicou que deveríamos ir até a Seccional de Cruzeiro/SP para o briefing do que estava para acontecer.
Descemos para Cruzeiro/SP: eu, o Dr. Felipe Piccin, Dr. Bruno Cunha e os Investigadores Rodrigo e Maviel. No caminho fizemos contato com alguns Investigadores da DIG de Cruzeiro/SP que sempre nos dão apoio e os mesmos não sabiam de nada.
Chegamos na Seccional da PC-SP em Cruzeiro acompanhados dos policiais civis da DIG Cruzeiro/SP. Na Seccional nenhum Delegado (nem o próprio Seccional) ou os policiais sabiam o que estava acontecendo.
Após cerca de meia hora chegaram cerca de 8 viaturas descaracterizadas do DEIC/SP (Capital), estando presente o Divisional (Delegado chefe do DEIC) e o titular da DP de Roubo a Bancos de São Paulo.
Não vem ao caso repassar informações sobre o briefing mas, em suma, após alguns momentos ali compareceram mais umas 8 equipes do GARRA da Capital/SP e 1 unidade do GER da PC-SP com 8 snipers e policiais de contenção.
As informações davam conta de uma quadrilha de roubo a bancos (explosões de caixas) com cerca de 25 integrantes.
Haviam sido identificados 5 fuzis AK-47, 1 fuzil HK-G3, 2 fuzis Colt AR-15, escopetas, pistolas e granadas.
Não repassarei os pormenores das informações que estavam sendo repassadas, mas todo os erviço de inteligência estava a cargo do DEIC, em São Paulo-CP. E a inteligência funcionou perfeitamente.
Os alvos poderiam ser Itanhandu ou Itamonte.
O Dr Bruno Cunha acompanhou uma outra equipe, restando à nossa equipe (eu, Dr. Felipe Piccin e 2 investigadores de São Lourenço) posicionarmos o GER (Snipers) e o GARRA (contenção) na Praça Central de Itamonte e, posteriormente, posicionarmo-nos na rodovia acompanhados de 4 equipes do DEIC/SP no intuito de coibir uma possível fuga.
Equipes posicionadas, conseguimos que mais uma equipe da DRPC de São Lourenço, comandada pelo Dr. Márcio Ciarini, se agrupasse conosco.
Aguardávamos às margens da rodovia, escondidos na escuridão, com informações em tempo real da Inteligência da PC-SP.
Por volta das 2h00 um comboio furou o radar próximo e passou no sentido do centro de Itamonte em alta velocidade. Conseguimos ver perfeitamente: um caminhão baú, um Fiat Palio Weekend prata, uma Ford Ecosport prata, um Honda Civic preto e um Renault Duster branco, todos com as placas cobertas por plástico.
Adrenalina a mil, pois tínhamos o elemento surpresa.
Repassamos as informações às equipes da região central de Itamonte.
Passaram-se eternos 2 ou 3 minutos e, no rádio, recebemos as informações de que já haviam 3 ou 4 mortos, um policial ferido, e intensa troca de tiros.
Paramos uma carreta que vinha pela rodovia e a atravessamos na pista para auxiliar no bloqueio.
Após algum tempo o Renault Duster veio em nossa direção. Parou há aproximadamente 30 metros com os faróis acesos. O motorista desceu já efetuando rajadas de fuzil, enquanto o carona portava uma pistola. Conseguimos neutralizar o carona, mas o motorista fugiu para um matagal próximo.
Enquanto discutíamos sobre entrar ou não no matagal onde o motorista havia se escondido aproximamo-nos do veículo, perdendo nossa barricada, que eram as viaturas e a carreta.
No veículo pudemos perceber que o carona havia sido morto, portava uma pistola, usava colete balístico, havia mais uma pistola caída no chão do carro, e muita, mas muita munição para todos os lados.
Neste momento, um outro veículo se aproximou com os faróis altos.
Abaixamo-nos próximo ao Renault Duster, mas estávamos sem qualquer barricada.
O veículo passou em baixa velocidade em direção à carreta e as viaturas que encontravam-se com as luzes de sinalização ativadas, retornou e lentamente veio em nossa direção.
Nossa única alternativa foi esperar.
Quando o veículo se aproximou nos identificamos como policiais e determinamos que o condutor parasse o carro. Como todos aqui certamente já fizeram diversas vezes.
Estávamos (cerca de 25 policiais) distantes de 5 a 15 metros de distância do carro. Agachados às margens da rodovia sem qualquer proteção.
A resposta que obtivemos: tiro, tiro, tiro, muito tiro. Eu me lembro de cada segundo, mas não posso dizer quando conseguirei esquecer as imagens e os sons.
Posso afirmar categoricamente que foram os mais longos e piores 30 ou 40 segundos da minha vida. Eu estava há aproximadamente 8 ou 9 metros do carro, o Dr. Felipe estava mais próximo do que eu e não sei dizer onde o Dr. Márcio estava.
Muito tiro. Muito perto.
Pude visualizar o motorista descer e tentar correr efetuando disparos em nossa direção. O carona estava com um colete balístico operacional, touca ninja preta e um AR-15 baby. O passageiro do banco de trás eu não consegui visualizar.
Resumindo: o motorista foi neutralizado. O carona foi neutralizado com um disparo na cabeça e morreu com abraçado ao AR-15 (cena de filme). O passageiro do banco de trás foi neutralizado com um disparo na cabeça, mas, após o cessar fogo, pudemos perceber que o mesmo portava dois carregadores de fuzil, uma pistola e estava de colete balístico.
Reagrupamos e retornamos à barricada. Apenas o Dr. Felipe Piccin havia sido ferido por um estilhaço abaixo do olho direito, mas nada grave.
Em nosso cenário: 4 criminosos neutralizados e 1 fuzil, 3 pistolas, 3 coletes balísticos e vários pés-de-cabra apreendidos. 1 foragido.
Nunca poderei dizer em quantas coisas consegui pensar naqueles poucos segundos em que eu estava deitado, costas ao solo, visualizando os caras apontando fuzil, pistola e disparando em nossa direção (estamos falando de 6, 7, 8 metros de distância). Sei lá, mas 200 ou 300 tiros em 30 segundos.
Pensei muito em ficar vivo. Pensei em neutralizá-los o mais rápido possível. Sempre gostei do trabalho operacional, nunca imaginei que fosse querer tanto que aquilo ali acabasse logo. É tenso. Escutei um disparo estilhaçar um tronco de árvore uns 50cm acima da minha cabeça e eu estava deitado.
Pode parecer brincadeira, mas depois que acabou, ainda me refazendo de tudo que havia acontecido ali, eu pensei em todas as vezes em que saí para cumprir Mandados de Busca e de Prisão e outros policiais zombaram: “qual é, vai pra guerra?”, “pra que levar isso tudo de coisa?” ou “tá parecendo o Rambo!”.
Pensei nas vezes em que viajei pra BH, 450Km pra ir e depois 450Km pra voltar, sem diária, sem lugar pra dormir (bate e volta), ia na Superintendência, não havia um Delegado de Polícia que tivesse a dignidade de nos receber e eu era obrigado a ouvir de um tal de “Marcinho”, que eu nunca ouvi falar que tenha prendido alguém, que não tinha nada pra dar não. Não tem munição, não tem colete, não tem arma. Como se estivesse me fazendo um favor. Quantas vezes supliquei e saí dali com míseras 50 munições como se estivesse cometendo um crime. Era o nosso “cala a boca”. Era o que o “Marcinho” (???) tinha para nos fazer parar de encher.
Pensei no dia (e me lembro muito bem de cada palavra) em que Policiais da Superintendência foram até a Delegacia Regional de Itajubá, onde trabalhávamos eu e o Dr. Felipe Piccin (ele me persegue) e nos determinaram que entregássemos nossas pistolas, pois cada policial: “só tem o direito de ter uma arma”. Ao serem questionados pelo Dr. Felipe Piccin se nunca haviam ouvido falar que em confrontos sempre existe a necessidade de portar-se uma arma backup os mesmos limitaram-se a dar uma risadinha.
Entregamos nossas pistolas backup.
No confronto o Dr. Felipe Piccin foi lesionado por um estilhaço de projétil abaixo do olho direito. Vocês podem achar que eu estou brincando, mas a pistola dele teve uma pane em dupla alimentação. Eu não vi na hora, só fiquei sabendo depois. Ele não portava arma longa.
Eu juro que se o Dr. Felipe fosse morto ali e posteriormente restasse comprovado que sua arma apresentara pane de alimentação, estando o mesmo sem backup, eu iria até a Superintendência.
Bom, não vem ao caso entrar agora nesta discussão.
Reabrigamos e após algum tempo chegaram nossas viaturas de reforço.
Cerca de 40 minutos depois chegou a PRF e teve o absurdo trabalho de sinalizar a rodovia.
Chegaram umas 10 viaturas da PM. Não posso dizer que eles não estiveram no local do confronto. Estiveram. Uma hora depois e para tirar fotos e nos cumprimentarem do boca aberta.
Fomos até o centro de Itamonte para verificar o que havia ocorrido no local.
Na Praça Central e proximidades os Snipers e a contenção conseguiram neutralizar 5 indivíduos. Outros dois foram alvejados e socorridos.
Alguns evadiram-se.
Foram apreendidos 3 fuzis, 2 escopetas calibre .12 (sendo uma semi-automática) e diversas pistolas e revólveres (não contei). Todos os criminosos estavam de colete balístico.
Muita dinamite e vários pés-de-cabra.
Um indivíduo que havia sido alvejado contou que eram cerca de 15 indivíduos apenas no caminhão.
Na praça, cujo centro estava isolado, a população se aglomerou. Fomos saudados e aplaudidos.
Quando saíamos da área de isolamento conseguíamos dar poucos passos sem ser cumprimentados com largos sorrisos de sincero agradecimento.
Ahh, sim… A Polícia Militar chegou na praça e, depois, começou a sobrevoar um helicóptero deles. Eles estavam com uma cara de mau que dava até medo.
Eu olhei para o helicóptero, pensei naqueles infernais segundos que havia passado poucas horas antes e comentei com um Investigador ao meu lado: poxa, bem que eles poderiam amarrar uma faixa no helicóptero com os dizeres “Obrigado Polícia Civil!”.
O investigador riu e me sussurou: Dr, eles ainda vão sair na televisão dando entrevista, o Sr duvida?.
Ainda bem que eu não duvidei.
Bom, aqueles grupos da elite da PC-SP que inicialmente estavam meio de narizinho em pé conosco ao final já estavam até nos admirando. Gostaram de ver como, com tão pouco, em nenhum momento nós trememos. Fomos elogiados e enaltecidos. Falar que não dá medo é mentira. Quem não sentir medo em uma situação daquela merece estar morto.
Apenas para finalizar:
1. Os jornalistas deturparam os fatos em todas as matérias e em todos os meios de comunicação.
2. A Polícia Militar não participou de nada. Nada, nada, nada, nada. Levantem a cabeça para qualquer PM pois eles não suportam perceber o quanto somos foda.
3. Chefia não é tudo, mas é muito, muito mesmo. Nosso chefe de Departamento Dr. João Eusébio esteve presente em Itamonte, depois em São Lourenço. Abraçou a causa e nos deu total suporte para tranquilizar-mo-nos em face da ação legítima.
Treinem bastante, o confronto acontece em segundos e, embora alguns textos por aqui postados sobre a formação do criminoso, o quão eles são coitadinhos, blá, blá, blá, não duvide: eles querem te matar.
Não adianta identificar-se como policial e determinar-lhes que se coloquem em posição de busca. Eles não conseguem escutar quando estão efetuando rajadas de fuzil tentando acertar a sua cabeça.
A Polícia Civil de Minas Gerais têm muito o que melhorar, tanto em técnicas de combate quanto em material, mas não ficamos abaixo de ninguém em coragem e bravura.
A próxima vez que eu escutar de um administrativo que não irá me depositar uma arma ou munições ou o equipamento que for porque EU não preciso daquilo eu espero muito que ele tenha um argumento bem forte.
Não é pelo dinheiro dos bancos preservado. Nada paga você virar uma noite em claro, situações de confronto, corpos caídos pela praça e Senhoras de 50 ou 60 anos agradecidas virem até você às 5h ou 6h da manhã com um sorriso no rosto e garrafas de café com biscoitinhos.
Ser polícia é foda.
Antecipadamente peço desculpas por palavras mais rudes, não é meu estilo, mas a ocasião é excepcional.
Força e honra a todos que diuturnamente se expõe com um ou dois companheiros cumprindo MBA’s ou Mandados de Prisão no meio de favelas, matagais e etc sem o mínimo de equipamento necessário.
Somos todos heróis.
Força e honra.
Fiquem com Deus.”
André Barleta
Delegado de Polícia – DRPC de São Lourenço
Postado por José Sanches

fonte: http://agentepolicialcivil.blogspot.com.br/